O CONSELHO DE ESPECIALISTAS É QUE O CONSUMO SEJA MODERADO E COM PROTEÇÃO DE LENTES FOTOSSENSÍVEIS

Com a evolução dos aparelhos eletrônicos, a capacidade de se comunicar em um universo de multimeios trouxe praticidade e agilidade a um clique de distância, e o melhor, tudo isso na palma das mãos e ao alcance dos olhos. Com a incessante busca do melhor ângulo para a selfie, a previsão do tempo ou até mesmo da notícia atualizada minuto a minuto nos tornamos reféns e consumidores desses eletroeletrônicos. Até chegar ao ponto de não desgrudarmos os olhos, seja da tela do computador, tablet, celular e televisão, em alguns casos, isso tudo ao mesmo tempo, mas não necessariamente nessa ordem.

Hoje, a ideia de ficar um dia sequer sem esses aparelhos se torna uma missão (quase) impossível, afinal, todos nossos compromissos, informações profissionais e pessoais, absolutamente tudo o que precisamos está em nossos aparelhos. Tão verdade que passamos o dia voltando nossos olhares para telas, que um estudo recentemente realizado pala Millward Brow Brasil e NetQueste revelou que o brasileiro gasta mais de três horas por dia de frente para a tela do celular. Já entre os jovens, a média é ainda maior: quatro horas. É justamente por conta do uso excessivo desses aparelhos que tem aumentado a incidência de problemas de visão.

Segundo Dr. Clodomir Carvalho (CRM/PR 25.133), o excesso de tempo em frente a tela do computador ou de um celular pode causar cansaço visual.

Foto: Cesar Pilatti

Dr. Clodomir Carvalho

Os sintomas de problemas relacionados a este tipo de luminosidade não aparecem de imediato. É impossível perceber as primeiras anomalias em curto prazo, mas a qualquer sinal de fadiga visual, sensação de olhos secos, irritação ocular e até mesmo coceira, é recomendado que se realize uma visita a um médico especialista para ser avaliado clinicamente, onde possa ser feito o diagnóstico de maneira correta.

A luz azul violeta está presente em TV’s, celulares, computadores, tablets e em lâmpadas de LED. Por isso, quando estamos em contato com a tela de computadores e celulares, piscamos menos e provocamos maior pressão para que a visão esteja focada. Com a finalidade de proteger os olhos da grande incidência da luz azul.

Outro conselho para não agravar ou evitar a incidência de dados provocados pela luz azul é usar lentes para filtrá-la. Para as pessoas que usam óculos de grau há a possibilidade de fazer o acessório com esse filtro. Quem já fez o uso dessas lentes afirma que é perceptível uma mudança imediata no conforto ocular. Um dos pontos que é destacado é a melhora do contraste, o relaxa- mento dos olhos, que impedem que o sono seja prejudicado e garantem que a vida útil dos olhos dure muito mais do que esses aparelhos tecnológicos.

O publicitário e designer, Eduardo Bittencourt salienta que quando usava óculos com lentes fotossensíveis sentia uma boa melhora. “Algo de que sinto falta de quando usava óculos são as lentes de proteção. Hoje, percebo que tenho muito mais sensibilidade a luz solar do que tinha antes”, ressalta.

De acordo com Bittencourt o computador é seu instrumento de trabalho há 24 anos e nos relata que já passou mais de 9 horas por dia em frente a tela do computador. Por conta disso, o publicitário sentiu um incômodo em sua visão. “Sentia a vista cansada. Para se ter uma ideia, ao final do dia, sentia a vista pesada. Sou diagnosticado com miopia e astigmatismo, não acredito que essas doenças agravaram o problema de vista cansada, pelo contrário, por estar tantas horas em frente a tela, sinto que isso antecipou”. Destaca.

Para não agravar mais esse problema, Bittencourt frisa que é primordial realizar as configurações da tela do computador.

Uma medida aparentemente simples para proteger os olhos é piscar voluntariamente quando estiver a frente dos aparelhos eletrônicos ou desfocar os olhos da tela a cada 20 minutos e focar em algum objeto que está a certa distância por pelo menos 20 segundos.

Dr. Clodomir Carvalho do hospital de HOlhos Prime salienta que é muito importante que quem faz o uso frequente de computadores ou celulares, deve fazer ao menos uma vez por ano uma consulta com o médico oftalmologista. Quando perguntando se era mito ou verdade, se estamos em frente ao computador e celular piscamos menos, Dr. Clodomir Carvalho confirma. “Piscamos até quatro vezes menos frente a tela do computador, o que pode causar ressecamento da córnea, da o cansaço, a ardência e vermelhidão nos olhos”, comenta.

Caso o problema não seja tratado, ele pode se tornar uma doença crônica. No decorrer do tempo, a exposição à luz azul violeta pode resultar em risco aumentado para degeneração macular relacionada à idade, a catarata. Além disso, outras doenças oculares como presbiopia e problemas na área da córnea, retina e cristalino, levando a perda de visão de forma gradativa.

A olheira e o cansaço no corpo do dia seguinte são dois dos efeitos colaterais que você provavelmente já conhece causados pelo uso do celular antes de dormir.

Foto: Cesar Pilatti

Eduardo Bittencourt

“Para não prejudicar ainda mais a minha vista, diminuí muito brilho e aumentei o contraste, pois agride menos a vista. No meu caso, investi em um monitor de qualidade que processa muito bem as imagens”.